segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

- Prometa que nunca será um covarde! – exigiu Júlio Rídder ao filho de sete anos.
- Mas por quê? – perguntou a criança.
- Somente prometa...
- Nunca serei um covarde! - respondeu Pedro.
Júlio sorriu. O garoto viu seu pai acenar para ele e ir em direção aos quartos pelo corredor da sala. Pedro encarou o sol poente pela janela do apartamento e um mau presságio lhe veio junto a uma brisa que balançou as cortinas. Imediatamente ele correu para o fim do corredor. Quando alcançou o quarto de casal, avistou seu pai parado próximo à cama. Seus olhares se encontraram e o som de um disparo ecoou em seguida, no instante em que Júlio Rídder se suicidou ao atirar contra a própria cabeça, caindo num baque surdo na frente do único filho.